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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Plenária Construindo um Novo Brasil - CNB DF 13.08.2012

Foto: Carlos Alberto/SEAP-DF

Conheça a CNB Nacional

Construindo um Novo Brasil (CNB) é uma corrente interna do PT, da qual fazem parte alguns dos principais ministros do nosso governo e o próprio Luiz Inácio Lula da Silva, entre outros quadros importantes.
A corrente nasceu em 1983, a partir do Manifesto dos 113, que buscou organizar o grande número de militantes que não se reunia em torno das tendências existentes, oriundas de vertentes da esquerda histórica.
O objetivo era alargar os horizontes e destravar o debate interno para dar conta dos desafios que se apresentavam à novíssima esquerda que nascia no Brasil e encontrava no PT seu principal canal institucional.
Inicialmente, a corrente denominou-se Articulação-Unidade na Luta. Depois agregou outros grupos, até formar, já nos anos 2000, o Campo Majoritário - maioria política que comandou a eleição de Lula em 2002.
Após a crise de 2005, o Campo passou por um processo de reorganização. Em 2007, foi rebatizado de CNB e, após o PED de 2009, junto a outras correntes, voltou a ter maioria no Diretório Nacional do PT - além de conquistar 22 dos 27 Diretórios Regionais do partido.
Algumas das principais formulações estratégicas na história do PT partiram de nossa corrente.
Entre elas destaca-se a resolução adotada no 5º Encontro Nacional do partido, em 1987, quando o PT decidiu que disputaria o Poder Executivo com vocação de governar - passo fundamental para as vitórias que vieram a partir de 1988.
Foi igualmente por iniciativa desse grupo que, em 2001, o PT decidiu ampliar a política de alianças e indicar José Alencar como candidato a vice na chapa presidencial, movimento que ajudou a garantir a vitória nas eleições do ano seguinte.
Coordenação Nacional CNB:

FÁTIMA CLEIDE
GLEBER NAIME
HUMBERTO COSTA
MARCO AURELIO GARCIA
MARIA DO CARMO LARA
MARINETE MERSS
PAULO FERREIRA
PAULO FRATESCHI
RICARDO BERZOINI
FLORISVALDO SOUZA
FRANCISCO CAMPOS
FRANCISCO ROCHA DA SILVA (ROCHINHA)
JOÃO BATISTA
JOSÉ NOBRE GUIMARÃES
LUIZ DULCI
SELMA ROCHA
WILMAR LACERDA

A Criação da Construindo Novo Brasil no DF

Apresentação:
O presente texto tem por objetivo iniciar os debates para a constituição da tendência Construindo um Novo Brasil (CNB) no DF. A idéia é que esse documento inicial seja apenas um referencial para o debate, abrindo-se uma plataforma de interação e colaboração para a elaboração de um texto final.
Vamos ao debate:

O PT encontrou nas tendências e nos grupos de opinião, organizados nos fóruns e nas instâncias do partido, um modelo democrático de formulação da sua ação partidária e também de diálogo para a reflexão e a interpretação da realidade política.
A pluralidade das opiniões no interior do PT; a liberdade para organizar grupos de interlocução e de intervenção; e o acolhimento à representação da base partidária de todas as tendências nos órgãos de direção e de representação do PT possibilitou um ambiente rico de discussões e de bom conteúdo democrático.
É claro que ao longo da história do partido, esse modelo das tendências também sofreu reveses ou disfunções nesta tarefa precípua de estimular a reflexão política; assegurar à pluralidade nas discussões do partido; e unificar a militância.
Uma tendência do PT

Há muitos grupos de opinião denominados de tendências que são hoje meros instrumentos de barganha de interesses; constituídos apenas por projetos de lealdade a pessoas, baseados em ambições estritamente eleitorais; e desprovidos de uma vinculação das formulações de caráter nacional ou estratégico do PT.
No DF a profusão desse tipo de grupo, vinculado a interesses estritamente pessoais e eleitoraialcançou uma extensão singular. Em nenhuma outra unidade da federação o PT é tão fragmentado e tão dividido no seu interior como em Brasília. A divisão que se observa no interior do PT no Distrito Federal não é demarcada por um debate mais aprofundado sobre eventuais divergências no campo da interpretação da realidade política ou da ação partidária. Ou seja, salvo honrosas exceções há confirmar essa regra, não são divergências de caráter ideológico ou mesmo de caráter político. As divergências caracterizam-se por meras disputas de espaço de poder e de barganha; concentradas nas pessoas; sabe-se pouco das idéias e dos valores que as motivam e geralmente essas disputas aprisionam o partido a uma discussão apequenada, que se encerra com a acomodação dos interesses em conflito sejam eles nos cargos de direção ou de representação do partido.
Essa fragmentação exacerbada, liderada pelos interesses estritamente eleitorais formados em torno de personalidades públicas do PT/DF, dilacera a representação militante do partido. Esvazia o PT/DF como instituição e instancia coletiva! O interesse geral do partido; seus objetivos estratégicos, sua vocação para organizar e representar os trabalhadores, acaba se perdendo no novelo emaranhado das disputas personalizada.
www.construindoumnovobrasil.com.br

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